O ex-governador de Pernambuco, Joaquim Francisco, fez sua estreia ontem (23) como comentarista da TV Cultura, integrando uma bancada da qual já fazem parte os filósofos Luiz Felipe Pondé e Leandro Karnal, o historiador Marco Antonio Villa e o cientista político Álvaro Moisés.

No estúdio, os comentaristas são instados a fazer comentários sobre temas diversos nas mais diferentes áreas: política, economia, comportamento humano, educação, saúde, etc.

Quando foi chamado a opinar sobre a eventual candidatura de Lula a presidente da República, Joaquim disse que o PT não mais representa “alternativa” de poder para o Brasil.

“Eles já ficaram 14 anos no poder, oito com Lula e seis com Dilma, interrompidos pelo impeachment. Então, acabem com esse discurso de que são alternativa para o país porque não são”.

Ele acredita que o pré-candidato do PSDB e ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, vai crescer nas pesquisas tanto pelo seu passado político como também pelo seu “estilo tucano”.

“A candidatura de Geraldo Alckmin pode ganhar força. Ele é um político equilibrado, sensato. E o jogo ainda não está jogado. Haverá um determinado momento em que a população vai pensar: nós vamos eleger um novo presidente da República e não vamos eleger um risco”, acrescentou.

Para Joaquim, o Brasil passa por uma fase de muitas dificuldades. “Houve o impeachment da presidente Dilma, o problema da governabilidade do presidente Temer e esse conjunto de fatores está levando a um açodamento muito grande, o que não é positivo para o país”.

Sobre a possível candidatura do ex-ministro do STF, Joaquim Barbosa (PSB), a presidente da República, disse ter dúvidas sobre se esse projeto irá adiante.

“Um candidato a presidente da República desmotivado, receoso, sem identificar o que ele mesmo quer? Se ele não sabe o que quer, como é que o eleitor vai identificar? Esse processo todo gera muito dúvidas, das quais a pior de todas é a do próprio candidato, e isso leva a inseguranças. Uma campanha política é algo muito trabalhoso, difícil e cada dia que passa o povo está mais lúcido, mais exigente. Então, sua excelência o candidato, tem de querer (ser candidato) e dizer logo (o que pretende fazer com a candidatura”.

Fonte: Inaldo Sampaio